sexta-feira, 5 de abril de 2013

Conto Erótico...

Já passava de meia noite e ela inquieta rolava na cama sem conseguir dormir. Pensamentos vinham a sua mente e a cada tentativa de fechar os olhos flashes surgiam em sua mente e ela ficava cada vez mais impaciente, inquieta.

Resolveu levantar, beber um gole d'agua e quem sabe assim voltar pra cama e dormir. No caminho entre a sala e a cozinha mais flashes, agora de algo guardado no fundo que nem mesmo ela sabia existir. Sem querer entender ela resolveu se entregar.

Puxou a almofada, sentou no sofá e ao fechar os olhos foi levada a um cenário mágico, olhos que se olhavam com desejo, corpos que se tocavam sem querer, mãos aflitas que procuravam o outro num desespero total. Num lampejo veio um rosto, desconhecido, nunca tinha visto tão nítido, resolveu abrir os olhos e se viu num outro lugar.

Uma luz tênue e serena iluminava o lugar que na sua visão era o paraíso, ao seu lado dois olhos brilhantes, que se revelavam aos poucos no contexto de um rosto que se esforçava pra enxergar. Embassado seria a palavra certa, ela não o viu nitidamente mas podia sentir o seu cheiro, um cheiro tão bom que fez suas mãos procurarem um corpo.

Suas mãos então tocaram lábios de uma maciez assustadora, acharam mãos firmes que aos poucos a envolviam completamente. Num deslize se viu completamente nua. Uma brisa tocava de leve seu corpo e então ela sentiu o hálito que exalava desejo e vontade de se perder num longo beijo. Não demorou e ela se viu entregue, indefesa. Ao olhar pro lado se viu de mãos amarradas e pode sentir um toque aveludado na sua pele.

Ao olhar com mais atenção viu uma rosa vermelha como fogo, que passeava pelo seu corpo nú sem que ela pudesse fazer nada para impedir. Não que ela quizesse parar, queria apenas ver, saber, quem seria esse homem que fazia com que ela estivesse ali se entregando, delirando de prazer.

As mãos sairam das pernas e iniciavam uma escalada lenta e deliciosa pelo seu corpo até que sentiu o toque dos dedos em seus seios, arrepiados eles confirmavam tudo que ela sentia, um turbilhão de êxtase e desejo, por ter o que seus olhos não viam, mas seu corpo pedia insessantemente. Foi surpreendida pelos lábios em suas coxas, subindo devagar e lentamente tentavam alcançar sua vagina.

Ela sentiu lingua, saliva e desejo invadirem suas pernas, ela não estava mais no controle da situação e num gesto de rendição dexou-se possuir por inteira. Aquele membro rígido que a invadia pareceu estar tão quente, que sentia o calor entre as pernas exlando pra dentro do seu corpo. Não pare! ela deixou escapar, e percebeu que tinha sido entendida ao sentir no fundo esse delirar. 

O vai e vem frenético a deixava cada vez mais molhada, seria aquilo um sonho, ela não queria saber, queria apenas o corpo pesando e roçando o seu corpo nú, suado, molhado de tanto prazer. E então quando ela não pode mais se conter deixou o gozo sair de dentro de si e pode sentir aquele liquido escorrendo entre dedos, que a bolinavam de um jeito tão preciso que ela não queria parar.

O rosto ganhou forma, mas ainda assim ela não sabia quem poderia ser e não tentou forçar a memória para lembrar. Queria aquele presente que a invadia e fazia sentir como se fosse a primeira vez. De repente uma voz sussurrou no seu ouvido: Delícia! nesse momento ela arrebentou as amarras e pulando sobre aquele corpo o agarrou com toda a sua força e cavalgou como se estivesse correndo ao vento.

O vai e vem tornou-se mais forte, preciso, persistente. ela pode sentir todo aquele prazer dentro dela como se estivesse querendo explodir. Inclinou-se para trás e deixou que sua cabeça pendesse pro chão. Nesse momento sentiu músculos enrijecidos, mãos cada vez mais fortes a apertavam e ela percebeu que naquele momento tinha alcançado o prazer. O membro pulsou dentro dela, e ela pode ouvir a voz abafada que saia daquela boca trêmula: Aconteceu!

Naquele momento nada mais importava, só o gozo, o desejo, a vontade louca que a consumia mais e mais. Depois disso o silêncio, sua respiração voltava ao normal e num longo beijo respirou aliviada. Ao abrir os olhos se viu sozinha, tentou desesperada fechar os olhos e reviver tudo aquilo outra vez. Acabou! agora só lhe restam as lembranças daquele sonho bom.