sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Umbanda Querida...


Sou a fuga para alguns, a coragem para outros. 

Sou o tambor que ecoa nos terreiros, trazendo o som das selvas e das senzalas. 

Sou o cântico que chama ao convívio seres de outros planos. 

Sou a senzala do Preto Velho, a ocara do Bugre, a cerimônia do Pajé, a encruzilhada do Exu, o jardim da Ibejada, o nirvana do Indu e o céu dos Orixás. 

Sou o café amargo e o cachimbo do Preto Velho, o charuto do Caboclo e do Exu; o cigarro da Pomba-Gira e o doce da Criança.

Sou a gargalhada da Padilha, o requebro da Cigana, a seriedade do Tranca-Rua. 

Sou o sorriso e a meiguice de Maria Conga e de Cambinda; a traquinada de Mariazinha e Doum e a sabedoria de Urubatão. 

Sou o fluído que se desprende das mãos do médium levando a saúde e a paz. 

Sou o isolamento dos orientais onde o mantra se mistura ao perfume suave do incenso. 

Sou o Templo dos sinceros e o teatro dos atores. 

Sou o mistério, o segredo, sou o amor e a esperança. 

Sou a cura. Sou de ti. Sou de Deus. Quem eu sou? Umbanda.

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